terça-feira, 27 de maio de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não há vagas


O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
 


Como não cabem no poema
o operário
que esmerilha seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

- porque o poema, senhores
está fechado:
“não há vagas”

Só cabem no poema
o homem 
sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema senhores,
não fede
nem cheira.

Ferreira Gullar

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Para que serve o arrependimento...






Para que serve o arrependimento, se isso não muda nada do que se passou?

O melhor arrependimento é, simplesmente, mudar.

José de Sousa Saramago







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terça-feira, 13 de maio de 2014

Nada em mim foi covarde...


Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, 
ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.
Caio Fernando Abreu 

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sábado, 10 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Tudo, aliás, é a ponta de um mistério...





Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.

Guimarães Rosa



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Escolhe um trabalho de que gostes...


Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Confúcio