
Encontraste-me um dia no caminhoEm procura de quê, nem eu o sei.-Bom dia, companheiro, te saudei,Que a jornada é maior indo sozinho.
É longe, é muito longe, há muito espinho!Paraste a repousar, eu descansei...Na venda em que poisaste, onde poisei,Bebemos cada um do mesmo vinho.
É no monte escabroso, solitáro,Corta os pés como a rocha dum calvário,E queima como a areia!... Foi no entanto
Que choramos a dor de cada um...E o vinho em que choraste era comum:Tivemos que beber do mesmo pranto.
Camilo Pessanha