Mostrando postagens com marcador Adélia Prado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adélia Prado. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Com licença poética



Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Năo sou feia que năo possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora năo, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor năo é amargura.
Minha tristeza năo tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldiçăo pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado 




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Beleza não é luxo...



"Beleza não é luxo. É uma necessidade!"

Adélia Prado

 . 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando dói, grito ai...





"Quando dói, grito ai,
quando é bom, fico bruta.
As sensibilidades sem governo.
Mas tenho meus prantos,
claridades atrás do estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa."
Adélia Prado

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Meu Deus...








Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande.

Adélia Prado

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O sonho encheu a noite...



O sonho encheu a noite

Extravasou pro meu dia

Encheu minha vida

E é dele que eu vou viver

Porque sonho não morre.


Adélia Prado

.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Amor no éter



Há dentro de mim uma paisagem

entre meio-dia e duas horas da tarde.

Aves pernaltas, os bicos mergulhados na água,

entram e não neste lugar de memória,

uma lagoa rasa com caniço na margem.

Habito nele, quando os desejos do corpo,

a metafísica, exclamam:

como és bonito!

Quero escrever-te até encontrar

onde segregas tanto sentimento.

Pensas em mim, teu meio-riso secreto

atravessa mar e montanha,

me sobressalta em arrepios,

o amor sobre o natural.

O corpo é leve como a alma,

os minerais voam como borboletas.

Tudo deste lugar

entre meio-dia e duas horas da tarde.

Adélia Prado