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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Em minha casa reuni brinquedos pequenos e grandes...




Em minha casa reuni brinquedos pequenos e grandes, sem os quais não poderia viver.
O menino que não brinca não é menino, mas o homem que não brinca perdeu para sempre o
menino que vivia nele e que lhe fará muita falta.
Pablo Neruda 


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não há silêncio que não termine...




"Não há silêncio que não termine."

Pablo Neruda






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terça-feira, 28 de maio de 2013

Se cada dia cai...



"Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência."



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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Se nada nos salva da morte...



"Se nada nos salva da morte, 
pelo menos que o amor nos salve da vida" 

Pablo Neruda

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Someday, somewhere...


"Someday, somewhere - anywhere, unfailingly, 
you'll find yourself, and that, and only that, can be the happiest 
or bitterest hour of your life."
Pablo Neruda

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Saudade



Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda 


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Soneto LXVIII



A menina de madeira não chegou caminhando: 
Ali esteve de súbito sentada nos ladrilhos, 
Velhas flores do mar cobriam sua cabeça,  
Seu olhar tinha tristeza de raízes. 
Ali ficou olhando nossas vidas abertas,  
O ir e ser e andar e voltar pela terra,  
O dia descolorindo suas pétalas graduais.  
Vigiava sem ver-nos a menina de madeira. 
A menina coroada pelas antigas ondas  
Ali fitava com seus olhos derrotados:  
Sabia que vivemos numa rede remota 
De tempo e água e ondas e sons e chuva,  
Sem saber se existimos ou se somos seu sonho.  
Essa é a história da moça de madeira. 
Pablo Neruda

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gosto quando te calas


Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheias da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinquo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre que não seja verdade.
Pablo Neruda

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma

flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém

soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,

rajada de roseira,
trigo do vento,
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos…
E por amor
Serei… Serás… Seremos…

Pablo Neruda

sexta-feira, 17 de abril de 2009

E foi naquela idade...

E foi naquela idade…
A poesia chegou em busca de mim.
Não sei, não sei de onde veio,
Do Inverno ou de um rio.
Não sei como ou quando,
Não, não eram vozes,
Não eram palavras, nem silêncio,
Mas chamaram-me de uma rua,
Dos ramos da noite abruptamente,
Por entre fogos violentos
Ou regressando só,

Ali estava eu sem rosto
E ela tocou-me.

Pablo Neruda


poesy Pictures, Images and Photos


segunda-feira, 23 de março de 2009

Esperemos


Esperemos

Há outros dias que não tem chegado ainda,

que estão fazendo-se como o pão

as cadeiras ou o produto

da farmácia ou das oficinas

- há fábricas de dias que virão -

existem artesãos da alma

que levantam e pesam e preparam

certos dias amargos ou preciosos

que de repente chegam à porta

para premiar-nos

com uma laranja

ou assassinar-nos de imediato.

Pablo Neruda