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segunda-feira, 30 de maio de 2016

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Se não conheço os mapas...



Se não conheço os mapas, 
escolho o imprevisto: 
qualquer sinal é um bom presságio.

Lya Luft


sábado, 27 de setembro de 2014

Não queremos perder...




Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização. (Lya Luft)

terça-feira, 27 de maio de 2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pensar é Transgredir de Lya Luft

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada.
Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
 Trecho do livro Pensar é Transgredir de Lya Luft.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pensar é transgredir


Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. 

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Perdas & Ganhos



Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.

Lya Luft, trecho do livro Perdas & Ganhos
Lançado em 2003 pela Editora Record.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tão sutilmente em tantos breves anos



 Tão sutilmente em tantos breves anos
foram se trocando sobre os muros
mais que desigualdades, semelhanças,
que aos poucos dois são um, sem que no entanto deixem de ser plurais:
talvez as asas de um só anjo, inseparáveis.
Presenças, solidões que vão tecendo a vida,
o filho que se faz, uma árvore plantada,
o tempo gotejando do telhado.
Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe o pó de um 
cotidiano desencanto.
Lya Luft
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cada porta, uma escolha...




 
   
Cada porta, uma escolha. 
Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
          Lya Luft 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pois viver deveria ser...






Pois viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se.
Lya Luft






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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A vida é maravilhosa...


A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.
Lya Luft

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Já não procuro a palavra exata...



Já não procuro a palavra exata que me pudesse explicar:
Ando pelos contornos onde todos
os significados são sutis, são mortais.

Não busco prender o momento belo:
Quero vivê-lo sempre mais com a intensidade que exige a vida,
Com o desgarramento do salto e da fulguração.

E me corto ao meio... e me solto de mim... duplo coração:
                                     
                                              a que vive,
                                 a que narra,
                      a que se debate,

                                              e a que voa... na loucura que redime da lucidez...

Lya Luft