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sexta-feira, 18 de março de 2016

quarta-feira, 10 de junho de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nos salões do sonho


Mas vocês não repararam, não?!
Nos salões do sonho nunca há espelhos…
Por quê?
Será porque somos tão nós mesmos
Que dispensamos o vão testemunho dos reflexos?
Ou, então
- e aqui começa um arrepio -
Seremos acaso tão outros?
Tão outros mesmos que não suportaríamos a visão daquilo,
Daquela coisa que nos estivesse olhando fixamente do outro lado,
Se espelhos houvesse!
Ninguém pode saber… Só o diria
Mas nada diz,
Por motivos que só ele conhece,
O misterioso Cenarista dos Sonhos!

[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]



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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Não me ajeito com os padres...


Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco:
 não há nada que substitua o sabor da comunicação direta.
Mario Quintana 


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terça-feira, 1 de abril de 2014

Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade...



Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?
 Mario  Quintana

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Essa lembrança que nos vem às vezes...

Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita
que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança...mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,

  
mas de alguém que, pensando  
em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!
Mário Quintana





terça-feira, 29 de outubro de 2013

Subnutrido de beleza...


Subnutrido de beleza, meu 
 
  cachorro-poema

   vai farejando  poesia em

   tudo, pois nunca se 

  sabe  quanto tesouro andará 


   desperdiçado  por aí...

       Quanto  filhotinho de estrela atirado  no  lixo!
 

     Mario Quintana  


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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Canção de barco e de olvido


Não quero a negra desnuda.
Não quero o baú do morto.
Eu quero o mapa das nuvens
E um barco bem vagaroso.

Ai esquinas esquecidas...
Ai lampiões de fins de linha...
Quem me abana das antigas
Janelas de guilhotina?

Que eu vou passando e passando,
Como em busca de outros ares...
Sempre de barco passando,

Cantando os meus quintanares...
No mesmo instante olvidando
Tudo o de que te lembrares.
  

    Reedição da obra de Mario Quintana. Este volume reúne numa mesma edição os três primeiros livros do poeta Mario Quintana. A Rua dos Cataventos (1940), Canções (1946) e Sapato Florido (1948).
A RUA DOS CATAVENTOS; CANÇÕES; SAPATO FLORIDO
Ano de lançamento: 2012, Editora: Objetiva. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

O Poeta



Venho do fundo das Eras
Quando o mundo mal nascia...
Sou tão antigo e tão novo
Como a luz de cada dia!

Mário Quintana






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terça-feira, 30 de abril de 2013

O Poema


Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como uma pequena moeda de prata perdida para sempre numa floresta escura.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condições de poemas.

TRISTE.
SOLITÁRIO.
ÚNICO.
FERIDO DE MORTAL BELEZA.
Mário Quintana 

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