terça-feira, 17 de abril de 2012

Porque aprendi...



              "Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. 
            Dá sempre pra tirar um coelho da cartola."
                   
               Caio Fernando Abreu




sábado, 14 de abril de 2012

Gal Costa - Desafinado



Bom fim de semana a todos!







quinta-feira, 12 de abril de 2012

Confessional





Eu fui um menino por trás de uma vidraça – um menino de aquário.
Via o mundo passar como numa tela cinematográfica, mas que repetia sempre as mesmas cenas, as mesmas personagens.
Tudo tão chato que o desenrolar da rua acabava me parecendo apenas em preto e branco, como nos filmes daquele tempo.
O colorido todo se refugiava, então, nas ilustrações dos meus livros de histórias, com seus reis hieráticos e belos como os das cartas de jogar.
E suas filhas nas torres altas – inacessíveis princesas. Com seus cavalos – uns verdadeiros príncipes na elegância e na riqueza dos jaezes.
Seus bravos pagens (eu queria ser um deles...)
Porém, sobrevivi...
E aqui, do lado de fora, neste mundo em que vivo, como tudo é diferente! Tudo, ó menino do aquário, é muito diferente do teu sonho...
(Só os cavalos conservam a natural nobreza.)

Mário Quintana. Antologia Poética.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Ser feliz é...




"Ser feliz é encontrar força no perdão, 

esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo,  
amor nos desencontros.  
É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida." 
Fernando Pessoa 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dirão...




"Dirão, em som, as coisas que, calados, no silêncio dos olhos confessamos?"

José Saramago 



terça-feira, 3 de abril de 2012

O gato e a barata




A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.- Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva. - Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato. - Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. - Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.- Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
Moral: Às vezes a auto depreciação nos livra do pelotão.