terça-feira, 4 de outubro de 2011

Soneto LXVIII



A menina de madeira não chegou caminhando: 
Ali esteve de súbito sentada nos ladrilhos, 
Velhas flores do mar cobriam sua cabeça,  
Seu olhar tinha tristeza de raízes. 
Ali ficou olhando nossas vidas abertas,  
O ir e ser e andar e voltar pela terra,  
O dia descolorindo suas pétalas graduais.  
Vigiava sem ver-nos a menina de madeira. 
A menina coroada pelas antigas ondas  
Ali fitava com seus olhos derrotados:  
Sabia que vivemos numa rede remota 
De tempo e água e ondas e sons e chuva,  
Sem saber se existimos ou se somos seu sonho.  
Essa é a história da moça de madeira. 
Pablo Neruda

2 comentários:

  1. Boa tarde!

    Vim aqui hoje pra dizer que meu blog mudou. Tive que fazer uma outra conta porque a minha antiga deu problemas com invasão de vírus. Aconteceu comigo e vários outros blogs.

    Entao venho te convidar a seguir meu novo cantinho, o www.queiratocaroceu.blogspot.com

    Estarei colocando posts do outro e mais novos também. Fiz também uma página do meu blog no Facebook,caso vocÊ tenha Facebook, você além de seguir meu blog, pode também curtir a página na caixinha do lado direito do blog.

    Bom, é isso. Vou ficar super contente em te ver meu novo cantinho, então, não deixa de passar lá, ta?!

    Beijos e boa semana!

    Luciana Mira

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  2. Qué grande Neruda en estos 14 versos.
    Saludos

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